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Com lucro em alta, XPCI11 entrega dividendos de 13,5% ao ano em dezembro

XPCI11 anuncia maior lucro em 3 meses e paga dividendos de 13,5% ao ano

XPCI11 anuncia maior lucro em 3 meses e paga dividendos de 13,5% ao ano

O XPCI11 encerrou dezembro com resultado de R$ 8,049 milhões, o melhor desempenho do trimestre, impulsionado pela performance da carteira de CRIs e pela disciplina na alocação. Com isso, o fundo distribuiu R$ 0,88 por cota em 15 de janeiro de 2026, para posições em 30 de dezembro de 2025, mantendo consistência no repasse de rendimentos aos cotistas.

No mês, o yield anualizado foi de 13,50% considerando o preço de fechamento, reforçando a atratividade do fundo em um ambiente de renda fixa indexada. Com o gross-up de 15% aplicável à comparação com produtos tributados, o retorno implícito sobe para 16,04% ao ano, evidenciando a eficiência do veículo para geração de caixa isento.

A formação do resultado reflete a robustez operacional: a receita total somou R$ 8,742 milhões, frente a despesas de R$ 692,9 mil. A carteira de CRIs contribuiu com R$ 7,75 milhões, enquanto a exposição tática em fundos imobiliários adicionou R$ 700 mil, diversificando as fontes de receita e diluindo riscos específicos. A reserva de correção monetária alcançou R$ 2,26 milhões (R$ 0,26 por cota), oferecendo colchão para estabilidade de distribuições futuras.

Em dezembro, o fundo realizou novos aportes e ajustes táticos. Foram aproximadamente R$ 40 milhões alocados em CRIs nos mercados primário e secundário, elevando a eficiência de carrego e melhorando o perfil de indexação. O portfólio consolidou 46 CRIs, duas debêntures e seis FIIs, totalizando R$ 774 milhões na estratégia principal, além de R$ 9,2 milhões em caixa, preservando liquidez para oportunidades.

Principais movimentos incluíram a aquisição do CRI Q2 Direcional, atrelado a IPCA + 10,10% a.a., e a realocação de R$ 34 milhões oriundos do pré-pagamento do CRI Almeida Júnior Nações. Esses recursos foram direcionados para operações como MRV Flex e Shopping Metrô Itaquera, com taxa média de IPCA + 8,41% a.a., mantendo o equilíbrio entre risco e retorno em títulos corporativos lastreados em recebíveis.

Perspectivas apontam para continuidade da disciplina de crédito e otimização do portfólio do XPCI11, com foco na manutenção do nível de distribuição e na proteção real do capital. A gestão segue monitorando pré-pagamentos e spreads no secundário para capturar assimetrias e preservar o perfil de risco da carteira.

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