O fundo imobiliário XPCM11 reportou uma queda de 28,29% no patrimônio líquido após a reavaliação anual, passando de R$ 70,6 milhões para R$ 50,63 milhões. Segundo os comunicados da Oslo Capital, administradora do veículo, em conjunto com a Urca Gestão, a alteração decorre exclusivamente do laudo técnico de avaliação, sem efeitos de eventos operacionais extraordinários. A medida veio acompanhada da assinatura de dois novos contratos de locação no The Corporate Macaé (RJ), reduzindo a vacância física de 57% para 52%.
A atualização patrimonial do XPCM11 reflete o ajuste de preços de mercado dos ativos imobiliários, prática comum ao fim do ano para espelhar condições correntes de demanda e oferta. O patrimônio líquido, que era de R$ 70,6 milhões em novembro, foi recalculado para R$ 50,63 milhões em dezembro de 2025. Esse movimento, embora expressivo, não implica saída de caixa imediata, mas pode influenciar indicadores como valor patrimonial por cota e percepção de risco.
Entre as novas locações, um contrato foi firmado com empresa do setor de óleo e gás, abrangendo 532,07 m² distribuídos entre os 14º e 15º pavimentos. O prazo é de 60 meses, com início em 27 de novembro de 2025, e receita bruta estimada de R$ 0,48919 por cota. Essa ocupação contribuiu para reduzir a vacância para 54% logo após a assinatura, sinalizando tração comercial do ativo em Macaé.
O segundo contrato, com empresa de serviços e consultoria, contempla 333,68 m² no 6º pavimento, também por 60 meses, com início em 2 de janeiro de 2026. A negociação reforça a diversificação de inquilinos e o alongamento do prazo médio de contratos, fatores relevantes para a previsibilidade de receitas do portfólio.
Com os dois acordos, a vacância física do The Corporate Macaé caiu de 57% para aproximadamente 52%. Esse avanço, ainda que gradual, melhora a taxa de ocupação e pode reduzir despesas condominiais rateadas, além de sustentar potenciais revisões de preço em novas propostas. Em paralelo, a gestora mantém esforços de prospecção e modulação de oferta para acelerar a absorção dos espaços remanescentes.
Para o investidor, a combinação de reavaliação patrimonial e novas locações exige leitura cuidadosa. Embora o ajuste contábil pressione o valor patrimonial, a melhora operacional tende a estabilizar fluxos de caixa. Assim, a continuidade das locações e a execução da estratégia comercial serão determinantes para reverter, ao longo do tempo, os efeitos da recente avaliação patrimonial sobre as métricas de valor.
