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ZAGH11 anuncia R$ 0,045 por cota e venda parcial de imóvel

ZAGH11 anuncia R$ 0,045 por cota e venda parcial de imóvel
Foto: Suno/Banco

O ZAGH11 confirmou a distribuição de R$ 0,045 por cota aos cotistas, referente aos resultados mais recentes. Investidores com posição até 6 de março de 2026 receberão os proventos em 19 de março de 2026. Com base na cotação de fevereiro (R$ 9,68), o rendimento representa um dividend yield mensal de 0,46%. Para pessoas físicas que atendem aos requisitos legais, os dividendos de FIIs são isentos de IR, reforçando a atratividade do produto para renda passiva.

No movimento de reequilíbrio da carteira, o fundo destinou R$ 298 mil à SPE Colégio Ética para amortização e juros do CRI, além de R$ 1,6 milhão à SPE Groenlândia 910, preservando o cronograma das obras. Essas alocações sinalizam disciplina financeira e foco na continuidade dos projetos, mesmo em um cenário de ajustes táticos.

A gestão também atuou no mercado secundário, vendendo cerca de R$ 2,2 milhões em cotas de outros FIIs. A operação gerou prejuízo contábil imediato, mas busca realocar capital para ativos com melhor relação risco-retorno. Esse redesenho de portfólio tende a reduzir volatilidade e melhorar a previsibilidade de caixa ao longo do tempo, beneficiando o cotista do ZAGH11.

Como destaque do período, houve o compromisso de venda de 50% de um imóvel no Rio de Janeiro, locado à Estácio, em parceria com o FII V2 Renda, para o RBVA11. O valor total da transação é de R$ 78,3 milhões, com pagamento envolvendo dinheiro, cotas do comprador e a assunção de R$ 41,5 milhões em CRIs. A gestão projeta lucro na operação, cujo detalhamento será divulgado após o cumprimento das condições precedentes.

Historicamente, o fundo tem mantido consistência na distribuição. Anteriormente, pagou R$ 0,059 por cota, com data-base em 6 de fevereiro de 2026 e pagamento em 23 de fevereiro, demonstrando esforço para estabilizar o fluxo mensal. Para o investidor que prioriza renda, o ZAGH11 segue combinando distribuição recorrente com reciclagem ativa de portfólio.

Em síntese, o ZAGH11 alia ajustes táticos — via vendas no secundário e desinvestimento parcial de imóvel — a aportes direcionados em projetos-chave. A combinação de yield, isenção fiscal e gestão ativa pode sustentar o desempenho no médio prazo, caso as condições de mercado e as etapas contratuais da venda no RJ avancem conforme o planejado.

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